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Calcule o tempo de aposentadoria da Nova Previdência

Calcule o tempo de aposentadoria da Nova Previdência - Proposta

Saiba como calcular o tempo de aposentadoria da Nova Previdência

Essa semana o governo federal apresentou algumas mudanças que prevê algumas transições para homens acima de 50 anos e mulheres com mais de 45 anos. A regra permite que essas pessoas se aposentem em um prazo intermediário entre a regra atual e a nova proposta. Para o cálculo do benefício, no entanto, valerá a regra nova mesmo para quem está na fase de transição, de acordo com a Secretaria de Previdência. Pela simulação esses contribuintes receberão um benefício menor quando se aposentar. Essa nova regra ainda será submetida a uma avaliação do Congresso Nacional antes de ser colocada em vigor. A média pela regra atual será calculada por uma média de 80% dos salários maiores dos contribuintes. A nova regra prevê um cálculo pela média simples de todos os salários. A partir dessa média, serão aplicados 51% mais 1% para cada ano de contribuição, conforme a tabela abaixo. Por isso vamos ajuda-los a calcular o tempo de aposentadoria da Nova Previdência.

Calcule o tempo de aposentadoria da Nova Previdência - Proposta

Na prática, a regra de transição irá impor valores de aposentadorias menores do que os que seriam conquistados pela regra atual. “Não consigo enxergar um caso em que seja mais vantajosa [a regra de transição]. O valor vai ficar sempre muito abaixo. Integral nunca mais”, critica. Em simulações com especialistas, a reportagem encontrou apenas uma situação em que o benefício seria maior na regra nova – para pessoas que se aposentam precocemente por tempo de contribuição. Nesses casos, o valor do benefício sofre um desconto elevado pelo fator previdenciário na regra atual, o que pode tornar a conta mais interessante para a aposentadoria após o pagamento do pedágio da regra de transição, explica o economista Fábio Klein, da consultoria Tendências.

As regras para o acesso à aposentadoria integral endureceram na proposta do governo e valem para os mais velhos que ainda não se aposentaram. Veja a tabela abaixo. Essas pessoas, no entanto, estão perto de se aposentar com o aposentadoria integral, possibilidade que é adiada por muitos anos na regra nova.

Calcule o tempo de aposentadoria da Nova Previdência - Regras

O governo federal defende que a reforma da Previdência é uma medida necessária para garantir a sustentabilidade das contas públicas e a própria viabilidade do sistema previdenciário no longo prazo. Segundo o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, regras de transição mais longas ou nova fórmula de cálculo apenas para os novos ingressantes no mercado de trabalho.

Veja as simulações do economista Fábio Klein, especialista em contas públicas da consultoria Tendências. A simulação considera que o cidadão se aposenta assim que completar as condições previstas na regra atual e na regra proposta pelo governo. A nova regra ainda será submetida à avaliação do Congresso Nacional.

Veja agora alguns exemplos de tempo de trabalho e aposentaria:

EXEMPLO 1

Mulher, 50 anos de idade

Valor integral do benefício pela renda média: R$ 1.000

Tempo de contribuição: 10 anos

REGRA ATUAL

Quando se aposentará: em 10 anos, por idade mínima.

Valor do benefício: R$ 900

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 15 anos
  • Valor do benefício: R$ 760 – valor é abaixo do salário mínimo. Nesse caso, o benefício é o mínimo (R$ 880 reais).

Diferença: 5 anos a mais de trabalho e benefício 15% menor

  • EXEMPLO 2

Homem, 52 anos de idade.

Renda média: R$ 5.000

Tempo de contribuição: 27 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em 8 anos, por tempo de contribuição.
  • Valor do benefício: R$ 5.000

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 12 anos
  • Valor do benefício: R$ 4.500
  • Diferença: Trabalhará quatro anos a mais e receberá 10% a menos

EXEMPLO 3

  • Mulher, 49 anos de idade
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 4.000
  • Tempo de contribuição: 29 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: Em 1 ano, por tempo de contribuição.
  • Valor do benefício: R$ 2.343

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 1 ano e meio.
  • Valor do benefício: R$ 3.260
  • Diferença: Trabalha meio ano a mais e se aposenta com renda 40% superior

EXEMPLO 4

  • Mulher, 51 anos
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 3.000
  • Tempo de contribuição: 26 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em quatro anos (tempo de contribuição)
  • Valor do benefício: R$ 3.00

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em seis anos
  • Valor do benefício: R$ 2.490
  • Diferença: trabalhará dois anos a mais e receberá 17% a menos.

Vejam as simulações do contador Emerson Lemes, diretor do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário:

Homem, 55 anos

Valor integral do benefício pela renda média: R$ 2.500

Tempo atual de contribuição: 27 anos

REGRA ATUAL

Quando se aposentará: em 8 anos

Valor do benefício: R$ 2.500

Quando terá direito à aposentadoria integral: em 8 anos

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 12 anos
  • Valor do benefício: R$ 2.250
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 22 anos

EXEMPLO 2

  • Mulher, 50 anos de idade
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 1.000
  • Tempo atual de contribuição: 20 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em 10 anos
  • Valor do benefício: R$ 1.000
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 10 anos

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 15 anos
  • Valor do benefício: a conta prevê R$ 860, mas como valor é abaixo do salário mínimo, o benefício seria de R$ 880
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 39 anos

EXEMPLO 3

  • Homem, 58 anos de idade
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 4.000
  • Tempo atual de contribuição: 36 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: já pode se aposentar
  • Valor do benefício: R$ 3.200
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em seis meses

REGRA NOVA

  • Não se aplica neste caso. Ele já pode se aposentar nas mesmas condições atuais. Ele tem o chamado direito adquirido e fica de fora das novas regras.

EXEMPLO 4

  • Mulher, 46 anos de idade
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 2.000
  • Tempo atual de contribuição: 25 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em 5 anos
  • Valor do benefício: R$ 1.200
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 9 anos

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 7,5 anos
  • Valor do benefício: R$ 1.860

Quando terá direito à aposentadoria integral: em 24 anos 

EXEMPLO 5

  • Homem, 52 anos
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 1.500
  • Tempo atual de contribuição: 30 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em 5 anos
  • Valor do benefício: R$ 1.125
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 9 anos

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 7,5 anos
  • Valor do benefício: R$ 1.320
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 19 anos

EXEMPLO 6

  • Mulher, 55 anos de idade
  • Valor integral do benefício pela renda média: R$ 3.000
  • Tempo atual de contribuição: 27 anos

REGRA ATUAL

  • Quando se aposentará: em 3 anos
  • Valor do benefício: R$ 3.000
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 3 anos

REGRA NOVA

  • Quando se aposentará: em 4,5 anos
  • Valor do benefício: R$ 2.460
  • Quando terá direito à aposentadoria integral: em 22 anos.

Segundo o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, regras de transição mais longas ou nova fórmula de cálculo apenas para os novos ingressantes no mercado de trabalho limitariam o impacto da reforma da Previdência e a capacidade de garantir a sustentabilidade do INSS.

“Se as regras novas só vierem a ser aplicadas às pessoas que venham a ingressar, só vamos começar a sentir o impacto da reforma daqui a 30, 40 anos. E até lá o gasto vai estar muito elevado e não vai ter como pagar”, disse o secretário.

Segundo o secretário de Previdência Social, Marcelo Caetano, regras de transição mais longas ou nova fórmula de cálculo apenas para os novos ingressantes no mercado de trabalho limitariam o impacto da reforma da Previdência e a capacidade de garantir a sustentabilidade do INSS.

“Se as regras novas só vierem a ser aplicadas às pessoas que venham a ingressar, só vamos começar a sentir o impacto da reforma daqui a 30, 40 anos. E até lá o gasto vai estar muito elevado e não vai ter como pagar”, disse o secretário. 

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Elaine Rezende

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